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| Religiões afro-brasileiras continuam discriminadas, afirma historiador |
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| 12-Fev-2008 | |
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No dia em que milhares de devotos celebram Iemanjá, o historiador Cristiano Freitas de Oliveira afirma que a discriminação a religiões de origem africana persiste no país.
Embora atraiam milhares de pessoas de diferentes credos, festas como as de hoje (2), segundo ele, não significam que a umbanda e o candomblé são aceitos sem restrição. “O preconceito ainda existe porque as religiões africanas obedecem a outra lógica que não é a ocidental. Aqui existem muitos embates, até porque Salvador é considerada uma Roma negra”, afirmou à Agência Brasil em referência a presença marcante da cultura e da religiosidade africanas na capital da Bahia. Para Oliveira, adepto do candomblé, a popularização de celebrações como as de hoje ocorre mais em razão das festividades e não comprova o fim do preconceito.
Segundo explicou o historiador, Iemanjá representa um símbolo do mar e é considerada um orixá importante por ser a mãe de várias outras entidades espirituais. Nesta data, oferendas de diversos tipos são levadas às águas em agradecimento e reverência ao ser a quem se credita o domínio dos rios e mares e do oceano. Apesar da permanência de marcas discriminatórias, Oliveira avalia que hoje as manifestações religiosas ganharam mais espaço na sociedade brasileira. “O debate hoje sobre religiões de matrizes africanas é muito mais aberto. Há 20 anos, minha mãe não poderia usar uma conta ou uma guia de seu orixá no pescoço com tanta liberdade como eu faço hoje. O olhar era muito mais enviesado. Mas ainda há muito o que se fazer”, conclui.
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| Atualizado em ( 12-Fev-2008 ) |
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